Senhoras............senhores, boa noite, Ao abrir oficialmente este Congresso,
agradeço a cada pessoa, entidades e parceiros que ajudaram na concretização
deste evento, fruto de muito esforço, trabalho e determinação, muito especialmente
o amigo Rômulo e sua Diretoria.
Compartilho com vocês o desejo de fazer deste Congresso o mais produtivo
já realizado pela Fenacor.
É um grande desafio, mas não tenho dúvidas de que cada profissional aqui presente
está pronto para exercer o papel que lhe cabe nesse processo.
As perspectivas são as melhores possíveis para o mercado de seguros. Mas,
existem obstáculos que precisam ser vencidos. Nada tem sido fácil na trajetória
histórica da nossa categoria. Contudo, garra, capacidade profissional e disposição
não nos faltam. Somos uma categoria vitoriosa. Geramos mais de 80% dos negócios
do mercado de seguros, segmento que está entre os que mais crescem na economia
brasileira.
O consumidor confia no corretor, seu representante. O relacionamento com
as seguradoras, parceiras em nossa atividade, também estão em nível sem precedentes,
o que favorece o diálogo, a sinergia em nossas ações e o comprometimento
com o interesse comum.
Abro parênteses para saudar a nomeação do amigo Armando Vergílio para ao
comando da Susep. É a primeira vez que um corretor de seguros assume esse
posto, o que é motivo de orgulho para todos nós.
Estou certo que ele saberá utilizar a experiência obtida em mais de 20 anos
de mercado para realizar uma grande gestão no órgão regulador, adotando modernas
técnicas de governança corporativa.
Essa bagagem acumulada por Armando Vergílio também será fundamental para
que o setor de seguros cresça de forma sustentada e atinja a meta de duplicação
até 2011 da sua fatia no PIB brasileiro, hoje na faixa de 3%.
O ponto de partida é a defesa dos interesses do consumidor, que deve ter
acesso a todas as informações sobre as condições contratuais, coberturas
e benefícios.
No tocante aos interesses dos corretores de seguros, peço aos colegas que
não criem falsas expectativas. O novo superintendente da Susep será sempre
um de nós, sim. Mas, no momento, está na condição de autoridade reguladora
com visão e atuação macro. Seria insensato esperar dele qualquer tipo de
particularização.
Há poucas semanas, ao participar da 4ª Conseguro, evento muito bem organizado
pela Fenaseg, disse que convivemos com três Brasis no ambiente sócio-econômico.
Estamos no primeiro mundo no aspecto econômico, com crescimento, inflação
baixa e crédito farto. Isso traz muitas oportunidades de negócios para o
mercado de seguros.
No campo social, temos uma missão a cumprir, qual seja a de ajudar o país
a resgatar do terceiro mundo as camadas da sociedade de menor poder aquisitivo.
O micro seguro proposto será um excelente meio de fazer a inserção dessas
camadas nos benefícios e garantias do seguro. O terceiro Brasil que vivenciamos
também precisa de ajustes. Falo do campo político, onde ainda flertamos com
o terceiro mundo. Mas, neste caso, cabe a todos nós, brasileiros, encontrar
a solução através do voto e da maior participação política.
Por falar em Microseguros, vejo aqui uma confusão na proposição feita.
No Brasil já foi implantado o Microseguro no ramo vida, através dos acordos
sindicais, onde as classes C e D são beneficiadas.
Varias classes funcionais já possuem seguros de vida em grupo. Citamos, algumas
delas: empregados do comércio, os rodoviários, os securitários, bancários
e a construção civil, entre outras.
Aqui faço uma justiça.
O primeiro seguro popular e altamente social foi desenvolvido pelo meu amigo
e corretor de seguros Alaor Silva Junior no programa PASI, onde todos os
empregados na Construção Civil têm um seguro de vida de baixo custo.
Ao se falar no seguro popular, primeiro tem que se falar na popularização
da idéia do seguro, ou seja, formar a cultura para o seguro. Agregado a isso
o mercado segurador deverá oferecer produtos simples e de baixo custo, e
sem burocracia na liquidação dos sinistros.
Vai caber aos Corretores de Seguros a sua distribuição, através de suas equipes
de venda.
Recuso a idéia de se criar agentes ou micro corretores para esta distribuição.
No Brasil só existe uma Categoria criada, regulamentada para esta função.
O CORRETOR DE SEGUROS.
Senhores....senhoras.......quero reafirmar que o compromisso da Fenacor é com
o desenvolvimento sustentado do mercado de seguros........com a defesa dos
legítimos interesses dos consumidores de seguros com legítimos direitos dos
corretores de seguros ... com os legítimos interesses dos seguradores, nossos
parceiros de atividade .....e com a defesa das boas práticas e da ética em
nosso mercado.
Nesse sentido, passo, agora, às mãos do Superintendente da Susep, Armando
Vergílio, este documento com a proposta da Fenacor visando à criação, no âmbito
do Conselho Nacional de Seguros Privados do Conselho Nacional de Ética Comportamental.
Na prática, será o embrião do nosso desejado Conselho Federal dos Corretores
de Seguros.
Brevemente, estaremos encaminhando ao CNSP, através da SUSEP, o projeto de
Código de Ética da nossa profissão. Com isso os segurados, nossos clientes,
saberão que os Corretores de Seguros praticam com zelo, eficiência e probidade
a atividade de intermediação de negócios.
Neste sentido informo que a FENACOR, em recente pesquisa, entre os corretores
de seguros, sobre a criação do nosso Conselho Federal e Regionais, obteve
a aprovação de 95% dos corretores entrevistados.
Esta pesquisa ficou a cargo da Empresa de Pesquisa INTERAÇÃO do Rio de Janeiro.
Lembro ainda que o Conselho de Ética agora sugerido pela Fenacor é previsto,
no Decreto 60.459, que regulamentou o Decreto 73/66. Esperamos, portanto,
ver aprovada essa nossa proposta, que terá conseqüências valiosas para o
desenvolvimento do mercado nacional de seguros e a preservação das boas práticas.
Quero aqui, Sr. Superintendente da SUSEP, fazer duas solicitações:
Que a SUSEP faça uma análise objetiva e inteligente das circulares 302 e
317 que deu nova regulamentação ao Seguro de Vida.
O segundo pedido é no sentido da SUSEP agilizar o exame das nossas denuncias
sobre a criação e proliferação das chamadas Associações de Caminhoneiros
e de Automóveis que vem bancando seguros disfarçados e ilegalmente.
Em Minas Gerais já são mais de 30 associações, Sr. Superintendente.
Estas circulares estão dificultando a renovação das apólices de vida em grupo
já existentes.
A FENACOR fica a disposição da SUSEP para participar deste estudo, pois somos
nós corretores, que estamos sentido as dificuldades nas renovações de nossas
apólices.
É preciso que a SUSEP encaminhe, com a necessária urgência ao Ministério Público
Federal, os processos já examinados e abertos contra tais associações. O mercado
de seguros corre enorme risco de desequilíbrio, se algo não for feito de imediato.
Por fim, quero desejar a todos os colegas aqui presentes um Feliz Dia do Corretor
de Seguros !!!
Que Nossa Senhora Aparecida, abençoe a todos nós.
Muito obrigado, boa noite e bom congresso para todos vocês !!!!
